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O primeiro semestre de 2021 foi particularmente importante para que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) se empenhasse em lançar um alerta para a população brasileira: as doenças do coração matam e cresceram ainda mais durante o período da pandemia da Covid-19 chegando a números alarmantes. São aproximadamente 400 mil mortes por ano relacionadas a essas enfermidades, cerca de mil óbitos diariamente. “Nosso alerta para o brasileiro é: pare de banalizar as doenças cardiovasculares e metabólicas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, elas matam mais que o câncer no País”, lembra José Francisco Kerr Saraiva, diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor. Mesmo com números tão impactantes, já que 30% de todas as mortes atualmente no País são ocasionadas pelas doenças cardiovasculares e metabólicas, o brasileiro negligenciou o tratamento ainda mais durante os anos de 2020 e 2021, agravando a situação já conhecida dos médicos. “Todo mundo têm medo do câncer, mas as doenças cardiovasculares matam muito mais e, mesmo assim, o paciente continua negligenciando seu tratamento”, completa Saraiva. Para entender como uma mudança de atitude é fundamental neste cenário, o cardiologista Celso Amoedo, presidente da SBC, elenca o que está em jogo.

Mudança no estilo de vida

A SBC quer alertar a população de que ao falar em doenças cardiovasculares e metabólicas não adianta simplesmente ir ao médico uma vez por ano e tomar o medicamento. “O remédio é fundamental, obviamente, mas ele sozinho não faz milagres”, lembra Amoedo. O médico alerta para o fato de que 80% das doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas com a mudança no estilo de vida. A tecla já é conhecida, mas a continua sendo fundamental para garantir o sucesso no tratamento do paciente. Alimentação equilibrada, redução no consumo de bebidas alcoólicas, controle do peso e atividade física regular. Todos esses fatores em conjunto aliados aos exames regulares e a medicação são indispensáveis para que o paciente se mantenha em equilíbrio. E, de acordo com a SBC, essa parte é a mais complicada do tratamento e vai muito além da prescrição. “Paciente tem que ir ao médico três vezes por ano. Ele precisa voltar ao consultório ou simplesmente abandona essa parte importantíssima do tratamento. A pandemia nos mostrou o quanto esta interação é fundamental”, completa Amoedo.

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