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10 Dicas: Arritmias Cardíacas

Momentos de ansiedade e raiva pode causar alterações nos batimentos cardíacos deixando mais acelerados ou descompassados. Essas alterações pode causar a doença arritmia cardíaca, que é a alteração que ocorre na geração ou na condução do estímulo elétrico do coração e pode provocar modificações do ritmo cardíaco.


Em condições normais, o coração bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Em pessoas que se exercitam rotineiramente ou que recebem medicamentos para diminuir o ritmo cardíaco, a frequência pode cair para 55 batimentos por minuto. Se sua frequência cardíaca for rápida (mais de 100 batimentos por minuto), essa condição é chamada de taquicardia. A frequência lenta é chamada de bradicardia.


Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 5% da população brasileira sofre com algum tipo de arritmia, incluindo pessoas mais jovens. Com pequenas mudanças no dia a dia você diminui a chance de ter a arritmia. Diante disso, listamos alguns hábitos necessários para controlar ou prevenir a doença:


  1. Tenha uma boa noite de sono Se você já sofre de ronco e apneia obstrutiva, com o tempo pode virar crônico e pode desenvolver a doença. A falta de descanso noturno promove o aumento dos níveis de cálcio nas artérias cardíacas, levando ao aparecimento de placas que podem entupir os vasos e provocar um derrame ou um infarto. Basta uma hora de sono a menos por noite para que o risco de calcificação aumente em 16%. A falta de sono também faz o corpo liberar hormônios do estresse, que comprimem as artérias e causam inflamação. Por outro lado, ficar muito tempo na cama também não faz bem à saúde. Pesquisa recém-publicada afirma que 7 horas de sono são ideais para a saúde do coração.

  2. Evite o excesso de cafeína Café, chá, chocolate e refrigerante contêm cafeína e são conhecidos por seus efeitos estimulantes em nosso sistema nervoso. A cafeína também pode gerar uma contração e batimentos mais rápidos do coração, não sendo recomendado para quem sofre de arritmias. Segundo especialistas, o ideal é consumir até 300 ml de café por dia.

  3. Escolha uma alimentação saudável com pouco sal e gorduras No bar ou em casa é comum reunir os amigos e consumir petiscos gordurosos, com excesso de sódio/sal. Para quem já é obeso ou hipertenso, diabético ou tem o colesterol alto, o alimento somado às emoções exacerbadas pode se tornar uma bomba relógio para o coração. Prefira alimentos com baixa calorias e balanceada, rica em legumes, frutas e verduras, não ingerir ou não exceder no consumo de bebidas alcoólicas e energéticos.

  4. Saboreie um bom peixe duas vezes por semana Peixes não são apenas boas fontes de proteína e livres das maléficas gorduras saturadas. Certos peixes, como salmão, sardinha, truta e anchova, são ricos em ômega-3, que faz um bem ao coração: reduz o risco de arritmias e o nível de triglicérides, desacelera o crescimento de placas (que podem provocar infarto) e diminui a pressão. Uma porção semanal de peixe reduz o risco de ataque cardíaco em 52%. A Associação Americana para o Coração, um das mais respeitadas do mundo, recomenda o consumo de duas porções de 100 g de peixe por semana.

  5. Evite beber álcool em excesso. Beba com moderação O consumo em excesso de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao quadro de arritmia. Beber moderadamente corresponde a duas doses por dia para homens e uma para mulheres. E uma dose equivale a 355 ml de cerveja, a 148 ml de vinho ou a 44 ml de destilados. De acordo com médico especialista, a ingestão excessiva de álcool estimula o sistema adrenérgico (formado pelos receptores cerebrais responsáveis por produzir adrenalina), o que vai aumentar o batimento cardíaco e piorar um quadro de arritmia.

  6. Caminhe 20 minutos por dia Duas horas e meia de exercício por semana, ou seja, pouco mais de 20 min por dia, já reduzem em 30% o risco de infarto. Atividade física regular baixa a pressão, aumenta os níveis do bom colesterol (HDL), controla os níveis de açúcar no sangue e, o melhor, reduz o estresse. Pesquisas comprovam que a prática de atividade física leve a moderada diminui a incidência de arritmias. Segundo especialistas: “Pessoas sedentárias têm até 25% a mais de chance de sofrer uma arritmia". Importante fazer uma avaliação física antes de começar a se movimentar, porque alguns problemas de coração limitam o tipo de exercícios que pode ser realizado sem riscos à saúde.

  7. Evite o cigarro A nicotina, assim como substâncias com cafeína, influencia na liberação da adrenalina, que naturalmente acelera os batimentos cardíacos. Estudos comprovam que mesmo as pessoas que fumaram e já pararam correm mais risco de sofrer fibrilações arteriais. Além disso, por conta da produção de adrenalina inconstante, o batimento cardíaco fica desorganizado, aumentando o risco de outros problemas cardíacos. Portanto, evite! Se a vontade for muita, chupe uma bala ou petisque coisas saudáveis.

  8. Reduza o açúcar Comer muito açúcar aumenta as suas chances de ter algum problema cardíaco. Pesquisadores americanos descobriram que uma dieta rica em açúcar aumenta os níveis de triglicérides e de colesterol – dois fatores de risco para doenças cardíacas – na mesma proporção que uma dieta rica em gordura. E mais: o consumo exagerado de açúcar é um dos principais responsáveis pelo aparecimento do diabetes e da pressão alta, outros fatores de risco para a saúde do coração.

  9. Não se irrite em demasia! Discussões e brigas aumentam a pressão arterial e os batimentos, podendo desencadear arritmias perigosas, infarto ou derrame

  10. Respire! Pode parecer clichê, mas inspirar profundamente, indo até o limite da capacidade dos pulmões, ajuda a desacelerar e controlar taquicardias. Medite em um lugar tranquilo e sem perturbações. Se ajudar, você pode até criar um “espacinho da tranquilidade”, com almofadas, incensos e elementos que lhe ajudem a entrar no clima.

  11. Encontre com os seus amigos e família Investir em encontros saudáveis com amigos e família é um ótimo negócio. Relações pessoais sólidas reduzem a ansiedade e ajudam a lutar contra a depressão, fatores que aumentam as chances de um ataque cardíaco. Vá ao cinema com um colega, reúna os amigos para jantar, ligue para os seus pais e sua família. Isso faz toda a diferença.

  12. Tenha um animal de estimação O cão é o melhor amigo do homem e do seu coração. Ter o bichinho não só o obriga a sair de casa e se exercitar, como tê-lo como companhia reduz os riscos de problemas cardiovasculares. “Um animal de estimação faz as pessoas mais felizes, menos ansiosas e isso acarreta efeitos fisiológicos que podem ser medidos”, disse Marc Gillinov, cirurgião cardíaco da Clínica Cleveland (EUA). Os níveis de epinefrina, hormônio produzido pelo corpo em situações de estresse, cai, assim como a pressão cardíaca. Pequenas mudanças de hábitos você previne doenças cardiovasculares e fica mais ativo e feliz. Caso você tenha algum sintoma como desmaio ou tontura forte; palpitação (sensação do coração batendo descompassado) e dor no peito, procure um médico cardiologista.

Referências bibliográficas:

https://sobrac.org/home/arritmias-cardiacas-e-morte-subita/

https://sobrac.org/home/oito-dicas-manter-seu-coracao-no-ritmo-durante-a-copa-do-mundo-na-russia

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